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Um olhar técnico e direto sobre entregas orientadas a valor, sem depender de rótulos prontinhos. Construímos cadência, qualidade e governança com foco no resultado final.
1) Contexto: além do rótulo, o que realmente entrega valor?
Parto da premissa de que o objetivo de qualquer projeto é entregar valor de negócio de forma previsível. Em muitos contextos, rótulos comuns criam mapas cognitivos que distorcem prioridades. Minha prática tem sido centrada em três pilares: foco no resultado, cadência previsível de entregas e alinhamento claro com stakeholders.
- Definição explícita de “valor a entregar” a cada incremento de trabalho.
- Cadência fixa para revisões de progresso e feedback, sem destrinchar excessivamente cerimônias genéricas.
- Redução de fricção institucional com acordos simples entre equipes, clientes e governança.
2) Abordagem pragmática de planejamento
Em vez de ciclos padronizados, sigo ciclos curtos com foco em entrega de risco mínimo e aprendizado rápido. A cada ciclo, eu:
- Defino um objetivo claro de curto prazo (2–4 semanas) com critérios de aceitação simples.
- Construto backlog orientado a valor, priorizando itens com maior impacto direto no negócio.
- Divido o trabalho em incrementos que possuem definição de pronto objetiva e verificável.
- Realizo alinhamentos com stakeholders para validar entendimento e ajustar o curso rapidamente.
3) Arquitetura, qualidade de código e contratos entre módulos
A qualidade de código não é custo perdido; é a base da previsibilidade. Adoto modularidade, contratos explícitos entre componentes e uma linha clara de responsabilidade. Isto facilita mudanças rápidas sem quebrar o ecossistema.
Práticas-chave:
- Interfaces bem definidas para serviços entre domínios.
- Minimização de acoplamento com contratos de API simples e estáveis.
- Testes de contrato e checagens estáticas para manter integridade entre módulos.
// Contrato entre módulos
export interface UserService {
getUser(id: string): Promise<User>;
updateUser(id: string, patch: Partial<User>): Promise<User>;
}
export type User = {
id: string;
name: string;
email: string;
role?: string;
};
// Implementação leve (em memória, para clareza)
class InMemoryUserService implements UserService {
private store = new Map<string, User>();
async getUser(id: string): Promise<User> {
const u = this.store.get(id);
if (!u) throw new Error("User not found");
return u;
}
async updateUser(id: string, patch: Partial<User>): Promise<User> {
const existing = await this.getUser(id);
const updated = { ...existing, ...patch };
this.store.set(id, updated);
return updated;
}
}
4) Práticas de entrega, governança leve e critérios de aceitação
Para manter velocidade sem sacrificar qualidade, sigo práticas simples de governança e critérios objetivos de aceite:
- Critérios de aceitação claros e testáveis para cada incremento.
- Aceitação baseada em verificação de valor entregue, não apenas em conclusão de tarefas.
- Git simples: main para produção, feature/ para novidades; pull requests com revisão rápida focada em contrato e impacto.
- Observabilidade mínima necessária: logs estruturados e métricas úteis para diagnóstico rápido de regressões.
Essa abordagem evita o peso de estruturas completas, mantendo o time ágil e centrado no que importa: entregar valor com qualidade contínua.
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