Alternativas ao BDD: Qual Escolher e Quando Usar

Alternativas ao BDD: Qual Escolher e Quando Usar





Alternativas ao BDD: quando usar qual



1) TDD: foco em unidades e design orientado a contrato interno

O Test-Driven Development (TDD) é uma abordagem que prioriza o feedback rápido em nível de código. Em vez de descrever o comportamento do sistema para stakeholders, o TDD orienta a validação de cada unidade de código, com foco no design da API interna e na qualidade de implementação.

  • Quando usar: equipes que desejam maturidade de código, refatoração segura e validação de requisitos de implementação em nível de componente.
  • Como aplicar: escreva testes que falhem (Red), implemente a funcionalidade suficiente para passar (Green) e refatore mantendo o teste verde.
  • Benefícios: feedback rápido, documentação viva da API interna, menor acoplamento com interfaces externas.
# Exemplo em Python (pytests)

def test_somar_valores():
    assert somar(2, 3) == 5

2) ATDD e Specification by Example: alinhamento com negócios

ATDD (Acceptance Test-Driven Development) envolve equipe multidisciplinar para definir critérios de aceitação antes da implementação. A utilização de exemplos concretos transforma requisitos vagos em contratos verificáveis, servindo como documentação consensual.

  • Quando usar: produtos com critérios de negócio bem definidos, equipes que precisam de alinhamento entre PO, desenvolvimento, QA e operações.
  • Como aplicar: crie cenários de aceitação com exemplos específicos; documente-os como contratos de aceitação que guiam a implementação.
  • Benefícios: clareza de requisitos, redução de retrabalho e melhoria na comunicação entre áreas.

Exemplo de cenário de aceite (alto nível):

Contexto: checkout de carrinho
Dado que o carrinho contém 2 itens
Quando o usuário solicitar o checkout
Então o pagamento é processado com valor ≈ 100,00
E o pedido recebe o código de confirmação

3) Contract Testing: contratos entre serviços

Em arquiteturas desacopladas (microserviços), contratos entre consumidores eproviders ajudam a evitar regressões de integração. Contract Testing valida as expectativas de consumo sem exigir a execução completa de toda a cadeia de serviços.

  • Quando usar: serviços independentes que evoluem em ritmo próprio, com contratos estáveis que precisam ser verificados automaticamente.
  • Como aplicar: use contratos consumidos pelo serviço receptor para validar a compatibilidade com o solicitante. Ferramentas de contrato ajudam a manter esse acordo como fonte de verdade.
  • Benefícios: detecção precoce de quebras na API, menor dependência de mudanças coordenadas entre equipes.

Exemplo simples de contrato (formato YAML conceitual):

# contrato-pedido.yaml
consumer: frontend-app
provider: pedido-service
interaction:
  description: criar pedido
  request:
    method: POST
    path: /pedidos
    body: {"itemId": 123, "quantidade": 2}
  response:
    status: 201
    body: {"pedidoId": "abc123"}

4) Exploratory Testing e Chartering: exploração guiada sem dependência de contratos formais

Exploratory Testing é útil para entendimento rápido de risco, comportamento não esperado e valoração de usabilidade. Em vez de depender de cenários pré-definidos, o time pode conduzir sessões com charters, registrando observações e hipóteses para planejamento posterior.

  • Quando usar: fases iniciais de produto, mudanças de contexto ou quando a validação de requisitos é ambígua.
  • Como aplicar: defina charters curtos, registre sessões, priorize áreas de maior risco e utilize os resultados para orientar testes formais mais tarde.
  • Benefícios: descoberta de problemas não cobertos por cenários; feedback rápido do usuário e do negócio.

Gostou do panorama? Continue lendo

Se este guia ajudou a clarear quando usar cada abordagem, confira outros posts do blog com práticas técnicas avançadas, padrões de qualidade de software e estratégias de teste em equipes modernas.

Boas Práticas de Teste em Equipes Modernas
TDD vs BDD: comparação prática